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Sobe para quatro o número de mortos em rebelião em Timbaúba

Jovem estava internado no HR, no Recife, com graves queimaduras.
Óbito foi às18h30 da terça (25) e corpo chegou ao necrotério às 20h30.

timbaSubiu para quatro o número de mortos em decorrência da rebelião na unidade da Fundação de Atendimento Socidoeducativo (Funase) de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, distante 100 quilômetros do Recife. De acordo com a assessoria de comunicação do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central da capital pernambucana, o óbito do jovem foi confirmado às 18h30 da  terça-feira (25). O corpo chegou ao necrotério da unidade às 20h30.

Nesta quarta-feira (26), o presidente da Funase, Moacir Carneiro Leão Filho, confirmou a exoneração do  diretor da unidade. Jaime Santos foi retirado do cargo, na terça, horas depois da rebelião. Oito rapazes que cumpriam medidas socioeducativas ficaram feridos no motim.

O nome do substituto será anunciado nesta quarta. O rapaz que morreu no HR sofreu graves ferimentos na rebelião. Sete internos foram atendidos na unidades hospitalar da cidade.

A confusão, que teve início à 0h15, só foi controlada por volta das 2h30. Atualmente, 57 internos estão recolhidos na Funase deTimbaúba, que tem capacidade para 60 pessoas. Os internos têm entre 14 e 21 anos e cumprem medida socioeducativa por condutas comparadas a crimes de homicídio e estupro.

Segundo o tenente-coronel Rômulo Lamenha, comandante do 2º BPM, o tumulto provocou muitos estragos na unidade, que ficou destruída. Os adolescentes queimaram colchões e móveis. “Os infratores saíram de suas casas e se dirigiram ao pátio, ao prédio principal, e depredaram o prédio. Usaram parte dos utensílios e dos móveis para fazer uma barricada na segunda porta que dá acesso ao interior da unidade e lá atearam fogo”, relatou o policial militar.

Os motivos da confusão ainda estão sendo investigados pela polícia, que acredita se tratar de rixa entre grupos rivais. O comando do 2º BPM pediu reforço ao Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) e ao Corpo de Bombeiros.

Seis integrantes do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, um organismo de estado ligado às Nações Unidas (ONU), esteve na unidade socioeducativa para analisar as condições em que a rebelião ocorreu.

A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) informou que serão necessárias reformas na unidade de Timbaúba, mas ainda não divulgou o valor do prejuízo. A Funase diz ainda que vai abrir uma sindicância, que deve durar entre 20 e 40 dias, e que está dando toda a assistência às famílias dos jovens.

O delegado Rodolfo Cartaxo levou 17 jovens para a Delegacia de Timbaúba, sendo dois deles adolescentes. Os adolescentes são encaminhados para o Ministério Público. Os outros 15 vão para audiência de custódia e devem ser conduzidos para unidades prisionais.

Outras rebeliões
Esta é a quarta rebelião em 40 dias no Case de Timbaúba. Em setembro deste ano, a unidade da Funase em Timbaúba foi palco de duas confusões. Na noite de quarta-feira (7), os adolescentes queimaram colchões e quebraram celas. Não houve feridos.

Dois dias depois, um novo motim foi registrado na unidade. De acordo com o batalhão de Polícia Militar responsável pela área, ao menos 12 jovens infratores conseguiram fugir.

Os jovens atearam fogo em colchões e lençóis e quebraram as grades de algumas celas, segundo a PM. O fogo foi controlado ainda durante a madrugada e os adolescentes foram colocados nas celas.

Fonte – G1